Port-a-Cath e PICC são cateteres que dão acesso seguro e duradouro às veias profundas, facilitando a quimioterapia e protegendo as veias do braço. A indicação é feita em conjunto com a equipe de oncologia.

Por que o acesso vascular é importante

Muitos medicamentos de quimioterapia, aplicados várias vezes ao longo de meses, podem irritar e lesar as veias periféricas. Um acesso central bem posicionado permite aplicar as medicações com mais segurança e conforto e reduz a necessidade de punções repetidas.

Tipos de acesso

Port-a-Cath (cateter totalmente implantável)

Um pequeno reservatório fica sob a pele, geralmente na região do tórax, conectado a um cateter que chega a uma veia central. Como fica todo sob a pele, permite uma rotina com menos limitações e costuma ser indicado em tratamentos mais longos. A cada aplicação, a equipe punciona o reservatório com uma agulha própria.

PICC (cateter central de inserção periférica)

É introduzido por uma veia do braço, com a ponta posicionada em uma veia central. Não exige cirurgia e costuma ser indicado em períodos mais curtos ou quando o port não é a melhor opção. Parte do cateter fica fora da pele e exige curativos periódicos.

A escolha entre os dois depende do tipo e do tempo de tratamento, do estado das veias e do quadro clínico, e é definida em conjunto com o oncologista e o paciente.

Como é o procedimento

  • Avaliação prévia das veias com ultrassom e, quando necessário, dos exames de coagulação.
  • Anestesia local, com sedação quando indicada.
  • Punção da veia guiada por ultrassom.
  • Posicionamento do cateter e, no port, do reservatório sob a pele.
  • Controle da posição do cateter por imagem.

O implante é realizado em ambiente hospitalar. O procedimento costuma ser breve, e a recuperação, tranquila na maioria dos casos, conforme cada paciente.

Cuidados com o cateter

  • Manutenção periódica do cateter (lavagem), conforme a orientação da equipe.
  • Procurar atendimento se houver vermelhidão, dor, secreção no local ou febre.
  • Avisar se surgir dor ou inchaço no braço, no pescoço ou na face.

Riscos

Como todo procedimento, o implante de cateter tem riscos, como infecção, trombose, obstrução ou deslocamento do cateter, sangramento e, mais raramente, complicações da punção, como o pneumotórax. Eles são explicados na consulta.

Perguntas frequentes

O port atrapalha as atividades do dia a dia?

Depois da cicatrização, a maioria das atividades costuma ser liberada, com orientações específicas para cada caso.

Por quanto tempo posso ficar com o cateter?

Depende do tratamento. O cateter é mantido enquanto for necessário e retirado quando não houver mais indicação.

Preciso de indicação do oncologista?

A indicação costuma partir da equipe oncológica. Se possível, traga o relatório médico e os exames recentes para a consulta.

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As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Os resultados variam de pessoa para pessoa.
Dr. Alessandro Xavier Moura | CRM-SP 174919 – MÉDICO | Cirurgia Vascular – RQE 102000